O leitor digital de texto irá substituir os LIVROS?
comunicação interativa
Será que o Kindle, da Amazon, ou os outros leitores eletrônicos no mercado dará fim ao uso dos livros, jornais e revistas?
Vale à pena lembrar que o livro é uma invenção praticamente perfeita, funciona sem bateria, dispensa o manual de usuário, suporta quedas, é barato e pode ser substituído a um custo mínimo. Não por acaso, atravessou mais de quinhentos anos de história como o mais simples e prático instrumento para o registro e a transmissão de ideias.
Podemos dizer que os livros estão passando por um processo de evolução com a chegado do Kindle, da Amazon, leitor digital de textos que já vendeu mais de 1 milhão de unidades nos Estados Unidos e está chegando ao Brasil.
Com o Kindle o usuário brasileiro poderá ter acesso a mais de 200 000 mil livros digitalizados á venda no site da Amazon. O aparelho se conecta automaticamente a uma rede de telefonia celular 3G.
O usuário leitor digital também poderá transferir para o seu aparelho conectado a um computador quaisquer arquivos gravados em PDF (Portable Document File), um formato-padrão pré-instalado na maioria dos computadores.
A venda de e-books, como são chamados os livros digitais em inglês oferecidos via internet, cresce gradativamente. Em setembro, O Símbolo Perdido, de Dan Brown (autor do O Código da Vinci), foi lançado em formato digital e impresso. O digital vendeu mais do que o livro de papel.
No início do ano, as versões eletrônicas de livros representavam 13% dos títulos comercializados pela Amazon. Em maio, esse número chegou a 35% e, agora, passa dos 48%. As vendas de e-books somaram 20 milhões em 2003, ante 113 milhões de dólares em 2008. O aumento foi de 465%. Só no primeiro semestre de 2009, o crescimento foi de 150%.
Por mais inovador que o mundo dos novos leitores eletrônicos pareça, ele ainda engatinha. Os e-readers têm potencial para suceder aos livros convencionais com impacto semelhante ao da substituição das máquinas de escrever pelos computadores pessoais. Uma vez em formato digital, não haverá limite para a narrativa de histórias. A dinâmica dos e-books não precisa estar amarrada à linearidade e no futuro poderá incorporar fotos e vídeos. Hoje, contudo, as telas mais eficientes dos e-readers reproduzem somente tons de cinza.
Fonte: Revista Veja - Exemplar de assinante | 14 de outubro de 2009

